Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/07/2021
De acordo com o Contrato Social de Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da população. De maneira análoga, o pensamento de Hobbes afirma as ações de devem ser executadas pelo governo para que haja a manutenção da satisfação e dos direitos fundamentais do indivíduo. Contudo, a evasão escolar e a realidade brasileira configuram-se como um impasse para o desenvolvimento social. A partir dessa ação, percebe-se a negligência governamental e a falta de incentivo familiar como principais agentes da problemática.
Em primeiro plano, evidencia-se a precariedade da educação pública brasileira. Dessa maneira, é evidente a negligência governamental disposta em solo, já que o Estado não facilita medidas que possam disponibilizar a toda sociedade o pleno acesso à educação, como o transporte até as escolas. Entretanto, tal virtude encontra-se presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a qual garante ensino a toda população e meios que facilitem o acesso aos centros educacionais. Com isso, o descumprimento da DUDH, favorece o abandono escolar, visto que os estudantes não se dispõem de seus direitos básicos.
Ademais, é perceptível a falta de incentivo familiar como um agravante da fuga educacional da população. Dessa forma, os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, no ano de 2014 e 2015, demonstram a evasão escolar atrelada a realidade do Brasil, posto que os dados da pesquisa afirmam que os estudantes do ensino médio são os principais agentes dos índices. Tal fato ocorre, pois, os adolescentes do segundo grau preferem trabalhar ao invés de estudar, principalmente, durante esse período de pandemia. Desse modo, cabe a reflexão sobre o pensamento do naturalista Lamarck, o qual afirma que o local em que o indivíduo está inserido o influencia e o modifica, reafirmando como o ser humano pode ser influenciado pelo lugar que habita e pelas pessoas que convivem.
Portanto, faz-se necessário o debate acerca da evasão escolar e a realidade brasileira. Assim, cabe ao Poder Executivo, especificamente ao Ministério da Educação (MEC), a destinação de mais verbas as escolas, com o objetivo de melhorar à educação pública e chamar a atenção dos estudantes. Além de elaborar campanhas, mediante verbas governamentais, que conscientizem e alertem a população sobre o forte papel de influência familiar perante o ato de diminuir a evasão escolar. Tais campanhas devem ser disseminadas em espaços públicos e na mídia, grande difusora de informação, com o intuito de minimizar o problema e consolidar o pensamento de Thomas Hobbes.