Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/07/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que a evasão escolar encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, o bullying e a desigualdade social são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar o preconceito como perpetuador do problema. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% dos alunos alegam já terem recebido apelidos pejorativos ligados à aparência. Sob esse viés, denota-se que, muitos estudantes não conseguem lidar com esse preconceito e optam por abandonar os estudos. Assim, considerando o papel fundamental da escola na formação da pessoa, é necessário torná-la um lugar acolhedor.

Ademais, vale salientar a exclusão social como impulsionador da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade, pessoas que possuem vulnerabilidade social são excluídas e abandonadas. Sob essa ótica, devido a condição social, jovens são forçados a deixar as escolas para trabalhar e ajudar seus familiares. Dessa maneira, sem uma formação escolar completa, tais indivíduos veem-se limitados a ocupação mal remuneradas, o que mantém na condição de pobreza.

Portanto, com intuito de mitigar a evasão escolar, urge que o Estado, como promotor e garantido do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de psicólogos, que, por meio de workshops nas escolas atenderia os alunos e ensinaria sobre a importância dos estudos. É mister as escolas disponibilizarem projetos com fins lucrativos para ajudar os alunos vulneráveis. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em vigor completo.