Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 08/07/2017

A educação no Brasil vem passando por transformações nos últimos 10 anos, com a diminuição da evasão escolar principalmente no ensino médio, mas esses dados parecem não demostrar a real situação no ensino, o que denota certa disparidade entre a realidade dos dados em comparação a realidade vivida pelos alunos e suas famílias.

A colonização portuguesa em 1500, e a má gestão do império até o século XIX, advindo consequentemente a independência em 1822 , foi um marco negativo para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, pois se baseando em uma econômia totalmente escravista e agrária, com modo de produção no ‘‘plantation’’,e pouco investimento em escolas e educação, enquanto econômias europeias e estadunidense viviam outras realidades,o se reflete até os dias atuais.

Dentre as dificuldades relatadas pelos alunos em pesquisas realizadas ao longo dos anos, a falta de infraestrutura para que consiga ao menos chegar na escola, ou seja, o modo de locomoção, é um dos maiores problemas, o que evidência o pouco investimento feito pelo Estado e da máquina pública, dados demonstram também que jovens de baixa renda, em sua maiores negros, trocam os estudos por trabalho, para assim ajudarem a complementar a renda de suas famílias ou quando residem em áreas rurais ajudam suas famílias como forças de trabalho.

Faz-se vital, contudo, deixar claro a responsabilidade do Estado como mantenedor da ordem e das famílias detentoras do poder familiar, a garantia a esses jovens a educação integral, como está descrito na carta magna do Brasil, em seu artigo 205, em que ressalta e visa ao pleno desenvolvimento da pessoa, seja ela adulto, adolescente ou criança, e contudo o Estado deve prepará-los para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho e vida com saúde e segurança.

As formas para melhoria na Educação no Brasil e a diminuição da evasão escolar, trazendo o país para uma realidade vivida pela população, é a humanização da educação,ou seja, a Estado Brasileiro em conjunto com os estados federados analisarem ‘‘in loco’’, caso a caso, traçando formas de resolução para possíveis problemas, como melhoria no transporte escola, acompanhamento psicossocial  para as famílias, se houver dificuldades com alimentação e desemprego, traçar formas para assistência com programas sociais; faz-se necessário também melhor capacitação acadêmica dos professores, através de cursos complementares e consequentemente melhorias em seus salários, que se encontram atualmente em patamares baixos, provocando assim pouca motivação para os jovens seguirem em carreira acadêmica, por fim maior intervenção do Estado na vida dos alunos e de suas famílias, contudo o melhor caminho para o desenvolvimento de um país é a educação.