Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/06/2021
O livro “Eu sou Malala” retrata a jornada de Malala Yousafzai, uma jovem ativista paquistanesa, diante à defesa do direito à educação tanto para homens como para mulheres, em inúmeros países. Assim como na obra literária abordada, observa-se que, na conjuntura contemporânea brasileira, devido a carência de investimento governamental para a educação, muitos jovens têm o mesmo direito violado, uma vez que não possuem estrutura financeira para manter seus estudos. Ademais, é lícito citar que a necessidade do trabalho na adolescência é um cenário muito comum no cotidiano do brasileiro, o que gera uma taxa de evasão escolar ainda maior.
Primeiramente, faz-se necessário mencionar que, de acordo com o artigo 205 da atual Constituição Brasileira, é responsabilidade do Estado assegurar educação para todos os jovens do país. Logo, a falta de investimento governamental para o estímulo e qualidade de ensino, infringe os direitos dos alunos como cidadão, haja vista que o Brasil possui um intenso foco de desigualdade social, logo, existe uma grande quantidade de jovens sem condições financeiras para bancar uma escola particular. Dessa maneira, muitos alunos têm como única opção frequentar as precariedades do ensino público brasileiro, o qual apresenta aulas de baixa qualidade e pouca exigência para a aprovação, o que gera nos jovens um senso de frustração e desmotivação, podendo levar ao abandono de seus estudos.
Outrossim, vale destacar que há, no Brasil, de acordo com estatísticas experimentais do IBGE, uma alta taxa de crianças e adolescentes em situação de trabalho infanto-juvenil. Logo, fomenta-se o índice de evasão escolar, uma vez que o tempo direcionado ao trabalho reduz ou, até mesmo, anula o tempo do indivíduo que seria direcionado aos estudos. Nesse sentido, é válido destacar a famosa frase de Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Seguindo essa linha de raciocínio, é notório que, analogamente à frase abordada, o trabalho precoce erradica, também, a possibilidade de mudanças nas estruturas brasileiras, ou seja, enquanto não houver ações intersetoriais, como, por exemplo, a verificação e punição adequada à usuários da mão de obra infantil, o Brasil continuará enfrentando dificuldade para se desenvolver socioeconomicamente.
Isto posto, é evidente a necessidade de medidas interventivas para resolver essa problemática. Dessa maneira, é fundamental que o Ministério da Educação, aliado aos professores e diretores das escolas públicas, busque assegurar que todos os jovens tenham acesso às aulas, por meio de visitas constante aqueles que estão nos limites das faltas, as quais visem entender e criar soluções para estas. Desse modo, é possível que haja diminuição na taxa de evasão educacional brasileira, consequentemente, aumentando-se o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.