Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 11/06/2021

De acordo com a constituição federal, promulgada em 1988, a educação é direito de todos e dever do estado e da família. Lamentavelmente, muitos jovens da atualidade perdem esse direito abdicando da escola sem concluir o ensino médio, sendo frequentemente influenciados pela necessidade de trabalho prematuro. Essa realidade se deve, essencialmente, devido à dificuldade financeira dos estudantes e à falta de incentivos por parte do governo.

A priori, é relevante salientar que a maioria dos educandos que se afastam da escola possuem baixa renda. À vista disso, torna-se inevitável a necessidade de procurar um trabalho alternativo. Sob esse viés, o filósofo alemão, Immanuel Kant, afirmou que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, vemos que o ensino educacional é primordial para o crescimento pessoal, profissional e intelectual de cada indivíduo. Acarretando, como efeitos de sua ausência, transtornos sociais, desigualdade nas oportunidades nos ensinos superiores, desemprego e facilidade de alienação, pois, a pessoa se torna plausível de fácil persuasão, devido a sua escassez de conhecimento.

Ademais, cabe ressaltar que a ausência de benefícios provindos do governo, com intuito de incentivo motivacional para os estudantes, corrobora para desistência acadêmica de muitos adolescentes. Nesse quesito, o escritor antigo do império romano, Séneca, defendeu que a educação merece os melhores cuidados, porque influi sobre toda a vida. Nessa perspectiva, nota-se que muitas escolas se encontram em situações lastimáveis, com carência na melhoria do acesso ao conhecimento, o qual, no contexto do mundo globalizado atual, se torna progressivamente presente em veículos cibernéticos, caracterizados, infelizmente, pela disponibilização desigual desses recursos, tendo em evidência os elevados preços de comercialização. Desse modo, evidencia-se que a presença desses mecanismos digitais para os estudantes de escola pública facilitará o aprendizado.

Portanto, urge que o poder legislativo nacional crie leis que responsabilizam o governo federal por um auxílio financeiro estudantil tecnológico, como meio de incentivo e apoio para estudantes de escolas públicas que apresentam dificuldades financeiras. A disponibilização deste capital será feita somente para alunos que comprovarem renda insuficiente à compra dos serviços de internet e também receberão uma quantia destinada à compra de um computador, com intuito de proporcionar qualidade de ensino a todos. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação responsabilizam os professores pela avaliação constante desses educandos, tendo como base o comprometimento com os estudos e rendimento, com o intuito de fazê-los valorizarem essa nova realidade e para que possam ter o suporte no momento em que não estiverem motivados.