Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 08/06/2021
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana contra a evasão escolar no Brasil, visto que a escapula escolar trás diversas consequências a quem a faz, trazendo grandes malefícios em seu futuro e presente. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à grande negligência estatal, mas também a falta de apoio social e familiar a os jovens diante desse quadro alarmante.
Em primeiro plano, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater a grande negligência estatal. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a negligência estatal se torna cada vez maior e claro com o âmbito educação, trazendo consequências como a falta de estrutura, materiais escolares e profissionais qualificados. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, a falta de apoio social e familiar a os adolescentes também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com dados do IBGE 10 milhões de jovens com idades entre 14 e 29 anos estão fora da escola ou faculdade, sendo 29,2% desses foram por desinteresse pela educação. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a falta de auxílio por parte comunitária e parentela vem gerando diversas barreiras nesse setor, como a fuga escolar para procura de empregos, a falta de incentivo para se adquirir conhecimento e a gravidez na adolescência. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de amparo comunitário contribuí para a perpetuação desse cenário caótico.
Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em assistência a jovens e adolescentes, através de projetos e fundações públicas, uma vez só que esses estabelecimentos irão solidificar e garantir os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com o objetivo de assegurar educação, cultura, esporte e lazer. Dessa forma, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil mais democrático.