Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/05/2021
A reportagem “evasão escolar” produzida, em 2018, pelo Profissão Repórter, apresenta a realidade de diversos jovens brasileiros, os quais optaram por abandonarem a escola precocemente. Atualmente, o país ainda apresenta entráves que levam a esse cenário, no qual pode-se destacar a situação socioeconômica e a metodologia aplicada nas escolas como impulsionadora desse. Dessa forma, são necessárias medidas que venham a suavizar tais impasses.
Sob tal óptica, as desigualdades de oportunidades conduzem a desistência antes do fim do ciclo escolar. A escassez de recursos financeiros em diversas famílias gera inúmeras dificuldades, como o acesso ao local de aprendizagem e a obtenção dos materiais necessários. Por consequência, o incentivo paternal decresce, devido a inviabilidade financeira. Dessa maneira, o jovem ingressa no mundo do trabalho e abdica da escolaridade afim de aumentar a rendar familiar, sendo inegável a oposição relacionada a Constituição de 1988, Constituição Cidadã, a qual garante o direito ao livre acesso a educação.
Ademais, a maneira de ensino mostra-se pouco atrativa. A educação brasileira objetiva a aplicação de conteúdos estudados, dessa forma, pode ser associada a educação “bancária” designada por Paulo Freire, ou seja, aquela a qual deposita conteúdos para o aprendizado, sendo incompatível com uma educação “libertadora” a qual professores e alunos geram educação em conjunto. Sendo assim, a aquisição do conhecimento torna-se entediante e cansativo, como é evidênciado por jovens na repotagem supracitada.
Portanto, com a finalidade de promover uma maior interesse dos alunos brasileiros pela formação escolar, o Ministério da Educação deve, promover uma reformulação dos currículos das escolas brasileiras, por meio da contratação de especialistas na área, especificamente aqueles inspirados em uma educação “libertadora”, como proposta por Paulo Freire, que tenha uma proximidade com os conteúdos dados e o cotidiano dos alunos.