Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/05/2021
A constituição federal de 1998, que institui a lei suprema em território brasileiro, prevê em seu artigo 6º, o direto à educação a todos os seus cidadãos. Em contrapartida, tal determinação não ocorre quando se observa a evasão escolar crescente no país. Nessa lógica, é imprescindível analisar os principais fatores que favorecem essa inaceitável problemática.
Em primeiro plano, pode-se destacar a falta de interesse por parte dos alunos, motivada pelas metodologias pouco atrativas, que podem ser associadas -principalmente- pela falta de investimento governamental no setor educacional. Consoante a isso, conforme Sir Arthur Lewis, economista britânico, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”, fato que é fortemente negligênciado pelo regime vigente. e que pode vir a acarretar sérias consequências a população.
Ademais, é fundamental apontar que a necessidade de produzir renda para a família, desde a juventude, é uma realidade de muitos cidadãos. Com a notória situação de pobreza crescente, uma grande parcela de crianças é forçada a abandonar o ensino com o fito de contribuir nas despesas do lar. Desse modo, a inserção no mercado de trabalho se torna mais difícil, diminuindo a faixa salarial, a qualidade de vida e, consequentemente, aumentando a desigualdade social. De acordo com dados do IBGE, cerca de 23% dos jovens -de 15 a 29 anos- não estuda e nem trabalha, logo, é inadimisssível que esse cenário continue a perdurar.
Destarte, faz-se necessário combater esses obstáculos. Para isso, o governo deve promover um aumento nas verbas destinadas à educação, com intuito de profissionalizar os professores, garantir aulas mais dinâmicas, além de auxiliar as famílias e os alunos nos aspectos financeiros e piscológicos. Dessa forma, é possível diminuir os índices de evasão escolar e assegurar uma educação iguálitaria, conforme os direitos previstos na legislação.