Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 22/05/2021
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos-promulgada em 1948 pela ONU-assegura a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. Nesse princípio, com a evasão escolar, muitos dos adolescentes e crianças não tem seu direito a educação básica assegurada, devido à saída mais cedo das escolas ligadas a contextos diversos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a entrada precoce no mercado de trabalho e a falta de interesse dos alunos.
Em primeiro plano, a entrada precoce no mercado de trabalho é uma das causas do abandono escolar interligado a baixa renda do jovem que deixa de estudar para ajudar a família economicamente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a necessidade de trabalhar é o principal motivo apontado por jovens de 14 a 29 anos para abandonar os estudos. Sob esse viés, os adolescentes que precisam entrar mais cedo no mercado de trabalho não tem a oportunidade de aproveitar sua adolescência tendo que agir e ter responsabilidades de pessoas adultas, além de serem submetidos a cargas horárias exaustivas e não tendo a oportunidade de lutar por uma vida melhor. Assim, muito desses jovens não tem a chance de conseguir entrar em uma faculdade, o que poderia garantir um trabalho de melhor remuneração e garantir uma vida estável.
Ademais, a falta de interesse dos alunos pela escola é um grande problema no Brasil, marcada pela precária qualidade de ensino e a ausência tecnológica nas escolas contribuindo para a isenção do aluno. De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), mostra que 40,1% dos jovens de 15 a 17 anos abandonam a escola por desinteresse. Diante disso, é de importância as redes de ensino estar acompanhando as mudanças no mundo, transformando as aulas e os conteúdos mais atrativos e menos formal para os alunos, servindo de ajuda no empenho e motivação para esses jovens. Dessa forma, as crianças e os adolescentes vão se sentir mais atraídos para frequentar a escola e poderão obter melhores resultados.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto, com o Ministério dos Direitos Humanos inserir programas que visem a inserção e ao controle de frequência dos alunos e fiscalização trabalhista, por meio de leis que combata o trabalho infantil e acompanhamento das faltas sem justificativas, com o intuito de garantir a permanência do aluno na escola. Ademais, compete ao Ministério da Educação promover aulas interativas e material didático digital, além de introduzir a tecnologia no ensino, afim de incentivar as crianças a estudar e ajudar nas dificuldades escolares. Com essas medidas, será possível evitar a evasão escolar e assegurar o direito a educação a todos os brasileiros.