Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 05/01/2021
Educar significa elevar a um patamar superior e assegurar o desenvolvimento físico, moral e intelectual do indivíduo. Contudo, esse conceito encontra-se deturpado, visto que a evasão escolar é um obstáculo na realidade brasileira. Esse cenário é fruto da desigualdade social e das falhas no sistema educacional.
Em primeiro plano, é lícito postular que o sistema de ensino arcaico é uma das causas do problema. De acordo com o filósofo e educador Paulo Freire, no livro " Pedagogia da autonomia", a educação brasileira é, historicamente, conteudista e não desenvolve as habilidades necessárias para a autonomia do indivíduo. Nesse âmbito, é notório que, no hodierno, as escolas não preparam os cidadãos para viver em sociedade e importam-se apenas com a transmissão do conteúdo. Por conseguinte, muitos alunos não se sentem motivados a continuar e deixam a escola antes de concluir os estudos. A exemplo disso, o documentário " quando sinto que já sei" mostra a realidade de intituições que buscam desenvolver um ensino horizontal, o qual promove uma relaçao de troca entre aluno e professor e desenvolve as competencias necessarias para adquirir o conhecimento de forma autonoma.
Outrossim, é válido ressaltar que a desigualdade social impulsiona esse revés. Tal fato ocorre, pois a população de baixa renda, que vive em condições precárias, tem de deixar os estudos para entrar no mercado de trabalho e ajudar no sustento da família. Acerca disso, o filósofo contratualista Jonh Ralws, em sua tese sobre o princípio da equidade, afirma os maiores benefícios devem ser oferecios aos membros menos favorecidos da sociedade. No entanto, os princípios de Ralws não são seguidos no país, pois o Estado não investe em políticas públicas que objetivam o fim da evasão escolar- como oferecer cestas básicas às famílias que mantiverem as crianças na escolas, auxílio aos menos favorecidos, entre outros. Diante disso, é fulcral a reformulação dessa postura.