Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 04/01/2021

De acordo com Nelson Mandela, ex- presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Porém, a ascendente evasão escolar é uma realidade brasileira que impede o avanço educacional. Dessa maneira, transformar a sociedade por meio da pedagogia torna-se um desafio. Com isso, a negligência governamental com relação ao desenvolvimento do ensino é exacerbada. Como consequência, muitos jovens abandonam a escola sem concluir os estudos.

Primordialmente, a inobservância do Governo não só em melhorar, mas também resolver os problemas na educação é colossal. Segundo relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, que avalia o andamento das metas do Plano Nacional da Educação, foi constatado que muitos objetivos ainda não foram concluídos. Por exemplo, o problema do analfabetismo, um dos resultados da evasão, ainda está longe de ser resolvido. Em virtude dos dados supracitados, nota-se a falta de comprometimento do Estado em realizar aprimoramentos no ensino. Além disso, o projeto iniciou-se em 2014 e tem prazo até 2024, no entanto, já faz cerca de cinco anos, e vários propósitos, que deveriam ter sido cumpridos, continuam estagnados.

Ademais, as consequências são péssimas, pois vários jovens afastam-se do ambiente acadêmico sem completar os estudos. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 cerca de 11% dos adolescentes deixaram as salas de aula sem concluir o ensino médio. Nesse sentido, percebe-se a escassez da valorização da educação, haja vista que o número de alunos desistindo do aprendizado é grande. Contudo, a sociedade, que deveria preconizar o conhecimento, não tem tomado medidas eficazes. Desse modo, os estudantes não se conscientizam sobre seu papel como cidadão, e também não recebem o apoio para continuar no colégio, bem como, crescem sem um bom desenvolvimento.

Porquanto, a UNESCO, agência das nações unidas com o objetivo de contribuir com a educação, e o Poder Executivo devem, juntos, por meio de uma reunião não só organizarem, de forma eficiente, o dinheiro que é investido na educação, como também implantarem projetos nas escolas, por intermédio de gincanas e esportes que motivem os alunos a permanecerem na escola, com o intuito de que a verba seja utilizada de maneira competente. Assim como os jovens sejam incentivados a estudar e manterem-se no colégio. Dessa forma, o ensino mudará o mundo para melhor.