Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/12/2020
Para o economista britânico Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Infelizmente tal ideologia não se aplica na sociedade brasileira, pois, evidencia-se a má qualidade de ensino nas escolas públicas como um dos fatores para a evasão escolar, a qual constitui como resultado as prováveis dificuldades de inserção dos indíviduos no mercado de trabalho.
Em primeira análise, deve-se pontuar que o aparato Estatal brasileiro é ineficiente em conceber políticas que visam melhorar as instituições públicas de ensino. A príncipio, a ausência de uma estrutura benevolente sobre as escolas, contendo por exemplo, profissionais capacitados que intentam educar os jovens ou ainda, equipamentos que ajudem o aluno a aprimorar o seu desempenho, seja uma das causas para que o infortúnio perdure. Consoante a PNAD(Pesquisa Nacional por Amostras de Domícilios Contínua), cerca dos 86 mil alunos que estão fora das escolas públicas, estão na faixa etária dos 15 e 17 anos, óbice que foi corroborado pelo desestímulo ocasionado não só pelas repetências, mas também, por não adequarem-se à grade acadêmica inconsistente.
Em outra perspectiva, é indubitável que o exôdo escolar configura um obstáculo para o crescimento do indíviduo, visto que, muitas empresas admitem como critério de contratação, alguma formação acadêmica. À vista disso, é notório que um dos impactos causados pela debilidade no sistema de educação, é a migração dos indíviduos para os subempregos, bem como para a criminalidade, compactuando para um aumento nas estatistícas. Dessa maneira, é incontrovertível reiterar que o cenário assemelha-se a filosofia kantiana, a qual declara que o homem é aquilo que a educação faz dele.
Ratifica-se, portanto, que medidas são importantes para resolver a incógnita. Concerne ao Ministério da Educação promover um novo plano de reestruturação educacional, de modo que a nova grade acadêmica torne-se interessante e adepta para os alunos, englobando principalmente professores qualificados. E por meio das Esferas Estaduais, designar verbas para a manutenção da infraestrutura das escolas, com o intuito de auxiliar no desenvolvimento estudantil. Desta forma, espera-se que não haja um número crescente de evasão escolar, e, o preceito defendido por Lewis perdure no âmbito nacional.