Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/12/2020

O livro “Pedagogia da autonomia”, escrito pelo educador brasileiro Paulo Freire, demonstração a capacidade da educação em promover um pensamento crítico e autônomo no indivíduo. Na realidade brasileira, entretanto, esse poder transformador não é efetivado em grande parte da população, uma vez que a evasão escolar impede que diversos desfrutem de tal caráter. Diante disso, destacam-se como motivadores dessa situação grave não apenas a falta de comprometimento governamental, mas também grande desigualdade social latente no Brasil do século XXI. É fundamental ressaltar, nesse contexto, a pouca atuação das autoridades no acesso a esse direito. Essa situação é evidente, por exemplo, no documentário brasileiro “Pro Dia Nascer Feliz”, em que é mostrada a realidade lamentável de estudantes, sobretudo de regiões carentes do país, que não dispõe de um acesso digno a uma educação de qualidade. Isso contrapõe-se, veementemente, ao expresso no artigo 205 da Constituição Federal de 1988, que garante ser a educação um direito de todos e dever do Estado. Desse modo, a preocupante conjuntura atual, caracterizada por um índice alarmante de evasão escolar - como divulgado pelo Ministério da Educação -, mostra-se como o resultado de uma inoperância do Poder Público, haja vista que essa instituição deve garantir que as prescrições legislativas antes aplicado às díspares realidades. Assim, nota-se, sem dúvidas, a necessidade de atenuar esse cenário grave, que ainda se configura como inconstitucional.

Ressalta-se, ademais, a grande desigualdade socioeconômica existente em território brasileiro. Nesse sentido, de acordo com o Índice de Gini, indicador que mede o grau de concentração de renda de um país, o Brasil é uma das nações mais desiguais do mundo. Essa constatação sustenta uma dificuldade enfrentada pelos estudantes em manter-se no ambiente escolar, dado que muitos deles têm que desenvolver outras atividades, como trabalho precoce, para arrecadar renda, o que limita o tempo de estudo e, frequentemente, impede a permanência na escola . Logo, uma alteração nesse panorama torna-se, indubitavelmente, imprescindível.

Depreende-se, portanto, que a evasão escolar na realidade atual brasileira precisa ser combatida. Posto isso, com objetivo de garantir que crianças e adolescentes tenham o direito à educação de qualidade efetivado, faz-se necessário que o Ministério da Educação - em função do seu papel no desenvolvimento de políticas públicas - implante iniciativas de permanência estudantil, um exemplo da ampla adesão ao programa Jovem Aprendiz, presente em alguns estados, o qual oferece complementação de renda a alunos que não dispõem de condições financeiras favoráveis. Isso deve ser feito mediante o envio de verbas públicas requeridas especificamente à Secretaria do Tesouro Nacional. Espera-se, a partir dessa mudança na postura governamental, que a educação pode, de fato, gerar autonomia no indivíduo, como defendido por Paulo Freire. o qual oferece complementação de renda a alunos que não dispõem de condições favoráveis. Isso deve ser feito mediante o envio de verbas públicas requeridas especificamente à Secretaria do Tesouro Nacional. Espera-se, a partir dessa mudança na postura governamental, que a educação pode, de fato, gerar autonomia no indivíduo, como defendido por Paulo Freire. o qual oferece complementação de renda a alunos que não dispõem de condições favoráveis. Isso deve ser feito mediante o envio de verbas públicas requeridas especificamente à Secretaria do Tesouro Nacional. Espera-se, a partir dessa mudança na postura governamental, que a educação pode, de fato, gerar autonomia no indivíduo, como defendido por Paulo Freire.