Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/12/2020

A Contituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê, em seu Artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, infelizmente, tal prerrogativa não tem reverberado-se, com ênfase na prática, quando se observa os índices de evasão escolar no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, convém analisar as principais consequências relacionadas a esse fenômeno na sociedade brasileira.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a evasão escolar no Brasil. Nesse sentido, as falhas eduacionais também estão ligadas com a capacitação inadequada de professores, pois, o desisteresse do jovem pelo ensino é reflexo de uma eduacação pouco voltada para formação cidadã dos alunos e o priorizamento de conteúdos técnicos. Essa conjuntura à luz do filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma relação de “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à educação, o que infelizmente é evidente no páis.

Ademais, é fundamental apontar a desiqualdade social como impulsionadora do abandono escolar na realidade brasileira. Segundo o filósofo inglês Georde Simmel, a indiferença social faz-se fortemente presente na sociedade atual, o que afirma e ocasiona a existência de minorias e grupos injustiçados. Diante de tal exposto, relaciona-se à evasão de alunos diversos fatores, como, por exemplo, o intuito de realizar trabalhos para complementar a renda familiar e a dificuldade de aprendizado conjugado com o ensino público precário. Como consequência, o desenvolvimento e a futura inserção no mercado de trabalho tornam-se comprometidos, o que corrobora a continuidade da desigualdade social existente. Conforme o Ministério da Educação, a evasão escolar atinge 3,2 milhões de jovens por ano, logo, é inadimissível que esse cenário perdure.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a negligência estatal e a desigualdade social, para isso, é imprescindível que o Poder Público, por intermédio de campanhas e mobilizações sociais direcionadas ao público específico, utilize, com as verbas educacionais, o veículo midiático e o espaço escolar, para incentivar e estimular o educando a continuar os estudos. A fim de estagnar o precoce abandono às instiuições de ensino e reverter os impactos negativos advindos de uma má formação educacional no adulto. Assim, torna-se-a possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.