Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/12/2020

Durante a Grécia Antiga, o ensino de qualidade era ofertado pelos sofistas e, apenas a elite possuía condições de pagar a eles. Analogamente a essa época, no Brasil, a oportunidade de estudar, em condições favoráveis ao aprendizado, é distribuída de forma desigual em todo seu território, o que faz com que a elevada evasão escolar seja uma realidade. Nesse sentido, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, tal como suas soluções.

Em primeiro plano, a negligência governamental em não garantir condições de transporte, segurança e instrução familiar a todos os jovens e crianças se caracteriza como causa dessa problemática.  Sob essa ótica, o sociólogo Émile Durkheim afirma que fatos sociais são ações influenciadas pelo meio em que vivem, de forma que, se a criança cresce em uma família que não a incentiva aos estudos, ela não verá importância nele. Dessa maneira, é nocivo que no Brasil, país regido por uma Constituição Federal que afirma ser direito de todos os estudos, a evasão escolar seja uma realidade.

Em segundo plano, a consequência dessa conjuntura é a ampliação do número de jovens sem capacitação adequada para o mercado de trabalho, o que é um malefício para o desenvolvimento do país, uma vez que sua população não é bem preparada. Sob essa perspectiva, o ativista Nelson Mandela ressalta que apenas a educação é capaz de mudar socioeconomicamente um país. Dessa forma, é de suma importância para o Brasil a valorização do ensino.

Portanto, após a análise dessa conjuntura, medidas são necessárias para diminuir os índices de evasão escolar. Assim, o governo deve criar condições para a permanência dos alunos nas escolas, por meio de programas de auxílio para transporte, proteção das escolas e conscientização das famílias. Outrossim, psicólogos devem estar disponíveis em todas escolas a fim de conectar família e escola. Espera-se, com isso, melhoria das condições de vida do estudante com consequente seguimento dos estudos.