Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/11/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, essa não é uma realidade em relação à educação no Brasil, visto que, o país possui altos índices de evasão escolar, assim, os jovens possuem o seu direito a educação negligenciada. Isso ocorre não apenas pela falta de interesse dos alunos referente ao formato de ensino utilizado pelas instituições escolares, como também pela negligência das escolas em relação ao assunto.
É primordial ressaltar que a desmotivação dos alunos em relação ao ensino, é uma das principais causas dos altos índices de evasão escolar. Isto é, as instituições escolares possuem uma didática ultrapassada, o qual o papel do estudante é absorver os conceitos transmitidos pelo professor, focado excessivamente na memorização. Logo, os alunos não conseguem aplicar no seu cotidiano os conceitos aprendido em sala, gerando um sentimento de desmotivação. Não é atoa que, segundo uma pesquisa feita em 2009, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), quatro em cada dez alunos abandonaram a escola por desinteresse. De acordo com o levantamento, esses jovens não viam sentido nas matérias ensinadas e afirmavam que os conteúdos não os estimulavam a ponto de levar a escola a sério.
Paralelamente a isso, a negligência da instituição escolar também é responsável pela problemática em questão. Isso ocorre porque, as particularidades do corpo estudantil são ignoradas em favor da padronização do ensino, logo, a educação não é humanizada. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Desse modo, fica claro que a função da escola não é apenas a aprendizagem, mas também entender a realidade desses indivíduos e buscar soluções que ajudarão a reverter à situação, para mantê-los dentro da sala de aula. Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática em questão. Logo, cabe aos gestores pedagógicos avaliar a eficácia do método de ensino empregado, ouvindo seus alunos para encontrar maneiras de tornar as matérias mais atraentes, garantindo que os estudantes possam aplicá-las e relacioná-las a seu cotidiano, assim, estimulando o processo de aprendizagem. Bem como, acompanhar a frequência desses indivíduos, garantindo a presença dos mesmos em sala de aula.