Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 08/12/2020
Consoante a obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é caracterizado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade brasileira encontre-se contrária o que prega o autor Thomas, ao se discutir sobre a evasão escolar, que evidencia uma problemática na educação brasileira. Sendo, portanto, indispensável discutir a ineficiência do ensino brasileiro, bem como a ausência da família no acompanhamento escolar dos infantes que contribui para essa celeuma.
Convém ressaltar, a princípio, que a carência de infraestruturas das instituições de ensino brasileiras, agravam as situações da evasão da escolar no Brasil. À luz dessa questão, é coerente citar a Constituição Federal de 1988, que confere uma educação de qualidade a todos os cidadãos e uma boa estrutura escolar para melhor acompanhamento dos alunos. Com esse viés, vemos que a realidade brasileira contrária os planos feitos pela Constituição, uma vez que, a ausência de suportes do Estado, seja pela falta disponibilidade de professores capacitados e matérias didáticos, contribuem para evasão escolar. Indubitavelmente, é impossível negar os impactos provocados por essa problemática na sociedade brasileira.
Outrossim, a não disponibilidade da família no acompanhamento escolar contribui para impulsionar o problema em foco. Com essa realidade exposta, um artigo educacional publicado pela Universidade de São Paulo (USP), relata que o acompanhamento feito pelos pais, as crianças são mais propensas a se dedicarem aos estudos. Sob esse temática, tal cenário apresenta o beneficio no núcleo familiar para preservação dos infantes na escola, ao contrário do que ser ver na realidade brasileira que apresenta um cenário de elevada evasão escolar. Apesar dessa triste realidade ser evidente em meio social brasileiro, o mau exemplo não pode persistir, pois talhe o convívio seguro e saudável, merecendo, dessa forma um olhar crítico de enfrentamento.
Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para tal opróbrio. Sabendo disso, urge o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, programas de infraestruturas a instituições de ensino público, bem como disponibilização de cursos acadêmicos para professores, com intuito que esses estejam melhor capacitados para ajudar os alunos, a fim que a evasão escolar seja retrocedida. Cabe, também, ao (MEC) em conjunto com agentes públicos, oferecer palestras com temas referentes a importância da família no papel educacional dos infantes, com o proposito que os representantes das crianças tenham um papel ativo na formação do futuro cidadão.