Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 19/11/2020
A Carta Magna brasileira, de 1988, garante o direito à educação à criança e ao adolescente. No entanto, a realidade é dissemelhante a teoria, uma vez que os casos de evasão escolar no Brasil aumentaram de forma alarmante, em consequência da falha estatal, no que diz respeito à infraestrutura das escolas e a presença de uma educação arcaica e mecanizada. Sendo assim, vale uma discussão sobre as principais causas para esse efeito e possíveis soluções.
Decerto, um dos fatores que explicam o grande número de estudantes fora ada sala de aula é a falta de investimento do estado. Com um sistema de transporte escolar ralo e precário, fica cada vez mais difícil o acesso às instituições, principalmente para estudantes que moram nas zonas rurais. Senão também, é perceptível o problema no gerenciamento dos recursos fornecidos, como por exemplo, o lanche que em muitos municípios chega a faltar. Diante dessa realidade, da falta de apoio governamental, torna-se presente a entrada prematura de jovens no mercado de trabalho, havendo a possibilidade de exploração infantil.
Como também, outro fator que ainda reina nas escolas é a prática do ensino tradicional com o principal intuito de aprovar alunos em concursos. Apesar de fazer parte do processo educacional, ela não deve se limitar a isso, já que é necessário construir uma educação mais humanizada, na qual as escolas façam parte da vida do estudante construindo uma ponte com a família. Dessa forma, de acordo com as perspectivas funcionalistas de Durkheim a escola e a família são bases para formação cidadã, caso uma dessas esteja fragilizada, a concretização da cidadania é falha.
Então, medidas devem ser tomadas para que o direito a educação seja assegurado a todos. Para isso é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione o capital para suportes em locomoção e infraestrutura das escolas. Além disso, cabe aos direitos das escolas e ao Ministério da Educação promover um ensino mais dinâmico e moderno, que facilite o contato com as famílias e traga mais proficionais como psicólogos que ajudem nessa interação com os jovens. Assim, a escola passará ser um lugar de mais interesse para o aluno.