Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2020

Não a evasão escolar: Um olhar para o futuro

A evasão escolar constitui-se como um dos maiores desafios da educação brasileira, e ferem direitos básicos inerentes à jovens menores de 18 anos. Os motivos são variados e englobam desde o trabalho á gravidez na adolescência. Ademais, destaca-se como um dos fatores determinantes a distribuição de renda. Dentre os que mais evadem as escolas estão jovens e crianças de baixa renda, além disso, a qualidade de ensino ou a próprio inexistência de unidades influenciam na problemática.

Nesse parâmetro, o filme brasileiro “Dois Filhos de Francisco” que retrata a história de Zezé di Camargo e Luciano, demostra muito bem como a situação financeira é determinante na infância dos brasileiros, nele duas crianças deixam suas casas adotando precocemente uma rotina profissional, músicos em busca de seus sustentos. De modo similar, crianças e adolescentes evadem as escolas por razões, muitas das vezes, socioeconômicas. No entanto, o art. 56 do ECA esclarece a necessidade de se comunicar evasões por parte das instituições responsáveis.

Para mais, as condições de ensino verificadas em grande parte das instituições de ensino público no país apontam outro fator que estimula a evasão de menores, que chegam a enfrentar longos períodos sem aula por motivo de greves por parte de professores que reivindicam seus direitos, com razão. Aliás, Giovane Silva Santos reitera a necessidade de se ter uma conexão entre Brasil, estado, aluno e escola em uma de suas falas.

Deve-se, portanto, haver uma conciliação entre a qualidade do ensino público brasileiro e o compromisso dos brasileiros com a educação, que em sua maioria é afetado por questões de exclusão social. Dessa forma, a fim de ocasionar a inclusão maciça de jovens à educação digna e efetiva, é preciso que governos estaduais e municipais elaborem um plano de desconcentração de instituições, erguendo-se escolas nos interiores, semelhante ao processo de desconcentração das indústrias brasileiras nos anos 90, porque a evasão escolar no campo é expressivamente maior.