Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 24/10/2020
Promulgada em 1988, a Carta Magma Brasileira assegura a todos os indivíduos o acesso à educação de forma igualitária, visando pleno desenvolvimento do ser humano. Entretanto, ao basear-se no artigo 205 da Constituição, e, ao analisar o quadro de evasão escolar no Brasil, é perceptível que tal direito não é garantido, não só pela falta de incentivo para que os jovens concluam sua vida acadêmica, mas também pela dificuldade dos alunos de se locomoverem até a escola. Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de investimento e inovação no cenário educacional como promotor do problema. Em seu livro “Ética a Nicômaco”, o filósofo Aristóteles afirma que as pessoas nascem com talentos diferentes, sendo dever da escola fazer com que os alunos descubram e desenvolvam esses dons. Todavia, na nação, o ensino básico comum acaba se tornando entediante por não possuir nenhuma atividade extracurricular. Desse modo, muitos jovens acabam abandonando essas instituições por acharem que frequentá-la não acrescentará nada em suas vidas. Prova disso é que, de acordo com o G1, apenas quatro a cada dez alunos concluem o ensino médio. Desse modo, faz-se mister uma reforma radical no sistema educacional brasileiro.
Outrossim, é válido salientar a necessidade de veículos como impulsionadora do problema. Segundo o levantamento realizado pelo MEC (Ministério da Educação), vinte e três mil estudantes podem estar fora das salas de aulas por falta de transporte. De acordo com a pesquisa, os que mais sofrem com esse tipo de empecilho são os estudantes da região Nordeste e das regiões periféricas, por residirem em um local precário, onde as escolas se localizam distantes dessas localidades. Por conseguinte, torna-se necessário a criação de instituições de ensino nessas margens e do investimento em transportes públicos escolares. Somente assim, todos os jovens terão a oportunidade de frequentar o ambiente escolar.
Assim, torna-se evidente a necessidade de medidas efetivas para superar o obstáculo. Dessarte, com o fito de diminuir o número de casos de evasão escolar no Brasil, garantido que todos os cidadãos tenham uma educação digna, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertido na formulação de um novo plano de aulas, por meio da implementação de atividades e disciplinas extracurriculares como por exemplo, aula de libras, com o intuito de aproximar os jovens cada vez mais da vida universitária. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo da evasão escolar na pátria, e, todos os sujeitos terão seus direitos presentes na Constituição, preservados.