Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/10/2020

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos, inclusive à educação. Por conseguinte, para desenvolver tal premissa, é imprescindível a utilização das escolas. Entretanto os frequentes casos de evasão escolar demonstram que essa teoria não é experimentada na prática. Nesse contexto, cabe analisar que a baixa qualidade de ensino e a negligência governamental são os principais causadores do problema.

No que concerne à problemática, cabe analisar que as centros pedagógicos não possuem uma boa competência disciplinar. Nesse viés, consoante ao pensamento do francês Michel Foucault, as escolas, em sua maioria, são Instituições de Sequestro, uma vez que priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do indivíduo. De maneira análoga, a teoria do filósofo aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista que esses locais de ensino tem como prioridade formar o cidadão, sem se preocupar com o desenvolvimento intelectual e profissional. Como consequência, o aluno não desenvolve interesse pelo estudo, o que gera uma constante evasão escolar.

Outrossim, a falta de importância dada, por parte dos governantes, é um fator que intensifica tal situação em questão. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo o contratualista Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social - leis -, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, no que diz respeito à falta de leis voltadas para a garantia da educação, visto que a alta desigualdade social prejudica os estudantes mais necessitados. Com efeito, os alunos que passam por uma situação financeira precária, optam por largar os estudos e começar a trabalhar.

Urge, portanto, medidas para amenizar essa realidade brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Poder Político, assegurar, de forma justa, uma boa educação no país. Isso será feito por meio de investimentos, por parte dos governantes, em bolsas de incentivo ao aluno, que passa por problema relativo a finança, as quais contribuirão com um auxílio durante a formação social do indivíduo. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam diminuir a evasão escolar e, consequentemente, desenvolver uma sociedade com as premissas de Tomás de Aquino.