Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/10/2020

O livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado, escritor brasileiro, retrata a história de um grupo de meninos em condição de rua, que vivem de furtos numa pequena cidade da Bahia, o qual abandonaram a escola pelo envolvimento com crime, descaso do Estado e desigualdade social. Isso se assemelha a realidade de milhares de jovens brasileiros associado a evasão escolar. Esse contexto vigente é resultado ora pela infraestrutura negligente ora pela disparidade econômica. Portanto, torna-se imperioso medidas educacionais e assistencialistas para dirimir este cenário lamentável no Brasil.

A priori, a carestia da estrutura educacional para amparo estudantil é principal motivo para o aumento da desistência de alunos em rede pública tanto rural quanto urbana. Como modo de ratificar o fato, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 1,3 milhões de discentes na faixa etária de 15 a 17, infelizmente, não concluíram o ensino médio. De forma perceptível, nota-se um perfil de menores que abandonaram as instituições escolares, geralmente, são indivíduos em estado de vulnerabilidade social. Ademais, de acordo o ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente- legitima o papel da escola em proteger integralmente o aluno a permanecer na estrutura. No entanto, a falta de participação escolar com processo de aprendizagem desmotiva o estudante com deficiência cognitiva a continuar no ensino. Logo, há necessidade de uma articulação entre União e Educação.

Além dessa situação, é indubitável a permanência da população juvenil nas âmbitos escolares para exercício da cidadania no país. Pois o acesso ao saber é direito a liberdade da jovem a inserção do mercado de trabalho, mas também a vida democrática. Conforme a Constituição Cidadã no artigo 205, a educação é um direito de todos, e dever do Estado promover e incentivar a sociedade. Embora seja princípio inerente ao cidadão, ainda há crianças e adolescentes restringidos dessa lei. Visto que o  campo social de jovens com menor poder aquisitivo auxiliam a família no sustento coletivo. E com efeito a continuação do menor na escola encontra-se ameaça. Dessa forma, percebe-se que a desigualdade social é fator promotor que acomete a cidadania e infância dos discentes.

Desse modo, é imprescindível ações de atenuem a evasão escolar no país. Com objetivo de oferecer uma infraestrutura de ensino adequada aos alunos, cabe aos governos municipais com parceria da instituições escolares devem desenvolver um projeto que prioriza as necessidades educacionais do menor, tal qual solucionar dúvidas do conteúdo em aula, a partir de aulas extras de reforço. Outrossim, o Conselho Tutelar com Governo devem alistar as famílias em vulnerabilidade financeira para auxílio econômica, sob vigilância do conselho analisar a média escola mensal no menor a quem recebeu o benefício. Enfim, o cenário dos “Capitães da areia” diminuirá no Brasil.