Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/09/2020

Historicamente, o Brasil apresenta desigualdades de renda estruturais associados a privilégios eurocentristas - sendo criados e difundidos pela metrópole portuguesa; embasados em elites brancas que possuíam acesso a grandes universidades e a alta sociedade - e que se mantém até a contemporaneidade. Mediante a isso, as estratificações sociais brasileiras são associadas a diversos campos do Estado; entretanto, apresenta grande notoriedade em relação a condição educacional, que demonstra enormes problemas de evasão associados a péssimas condições de renda do adolescente e a sua vulnerabilidade diante às questões raciais no ambiente escolar.

Em primeiro lugar, as condições socioeconômicas são associadas a fuga dos alunos da instituição educacional. Isso ocorre, pois as condições estruturais e financeiras dentro da família do indivíduo apresentam dificuldades ligadas a situações deploráveis de renda; o que o desestimula a manter a condição de aprendizagem, visando buscar outras formas de apelo monetário para o ambiente familiar. Nesta conjuntura, o estudante apresenta uma série de empecilhos que o impedem de forma nociva ao acesso de uma educação plena e bem desenvolvida.

Ademais, as condições raciais presente na sociedade brasileira também dificultam o mantimento de estudantes no ambiente escolar. Esta circunstância está associada ao processo de escravidão secular no território nacional; intrinsecamente ligada a Lei de Terras (1850) que impediu a posse legal da população negra as terras agricultáveis e agravou a condição de desigualdade social. Em retrospecto, este fato reafirmou a falta de mobilidade social da população negra em vários campos da sociedade - incluindo a condição de ensino, que é facilmente identificável como de maior acesso da população branca. Portanto, este processo evasivo se torna mais alarmante à população negra que possui menos acesso ao ensino e detém grande negligência histórica - por parte do Estado - que afeta calamitosamente toda uma população.

Em suma, para que situações como essa não passem por processos de ressurgência, é preciso que o setor executivo crie um fundo monetário que seja direcionado a família do estudante por meio de um auxílio estudantil, para que o indivíduo possa adquirir graduação plena de ensino, e por consequência, diminuir as desigualdades sociais educacionais - ocasionando uma condição de equidade e plenitude a população menos favorecida.