Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/09/2020

Como ressaltou o pedagogo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Entretanto, segundo relatos do Ministério da Educação (MEC), a persistência de alunos no meio escolar brasileiro se torna cada vez mais difícil, devido a problemática persistente no âmbito social, socieconômico e educacional, que consequentemente, contribuí com o aumento da desigualdade.

A priori, vale destacar o posicionamento da legislação brasileira referente a educação, “O ensino fundamental é obrigatório para crianças e adolescentes, sendo responsabilidade da família e do estado garantir a eles uma boa educação “. No entanto, de acordo com o MEC, a evasão escolar se tornou um grande desafio para o sistema educacional, pois de cem alunos que ingressam na primeira série, cinco não concluem o ensino fundamental, devido aos pais que optam pelo trabalho do menor por questões financeiras, ou até mesmo pela falta de trasporte escolar.

É notório, um maior índice de abandono escolar no ensino médio, aonde persiste a falta de interesse dos alunos por consequência da fragmentação do método de ensino, ou seja, propício ao grande número de alunos dentro da sala de aula para somente um professor, o que gera dúvidas não respondidas, professores sobrecarregados e aulas  consideradas monótonas. O “bullying” é outro fator, inclusive diante a gravidez na adolescência e alunos repetentes, causando constrangimento e o abandono, acarretando a alienação, dificuldade de inserção no mercado de trabalho e baixa auto estima, o que consolida ainda mais a desigualdade.

Para que isso não ocorra, cabe  à escola  e aos professores fazerem avaliações a fim de detectar se há dentro do corpo discente estudantes propensos a essa situação e acionar o conselho tutelar. Cabe também ao Governo, tratar uma organização mais precisa com programas de subsídio, para  melhorias na infraestrutura, disponibilizar artifícios para aulas mais dinâmicas, palestras educacionais e transportes públicos. Para que todos usufruam dos seus direitos e ponha fim a desigualdade.