Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2020
A evasão escolar, caracteriza-se pela ausência da frequência escolar por parte do aluno durante o ano letivo, considerado abandono escolar. No Brasil, quase metade dos jovens não concluem o ensino fundamental, entre as principais causas deste afastamento, segundo a organização Todos pela Educação, destacam-se: a necessidade de trabalhar, a falta de interesse do aluno, a violência nos bairros e entre as meninas a gravidez precoce, fatores que acabam posicionando o país com a terceira maior taxa de evasão escolar do mundo.
Pode-se dizer que a desigualdade socioeconômica é um fator crucial nos dados sobre o abandono escolar, pois, uma parcela significativa dos alunos desistentes pertencem as famílias de baixa renda, que quase sempre estão localizadas em bairros periféricos, o que porventura acaba expondo a criança e o adolescente a violência das ruas, muitos ainda se situam em zonas rurais, levando a um tipo de evasão baseado na distância da escola e na ausência de transporte escolar.
Segundo o IBGE, a evasão é 8 vezes maior entre os jovens de famílias mais pobres, uma vez que se veem na obrigação de trocar o ambiente escolar pela entrada no mercado de trabalho, frequentemente informal, para suprimir a dificuldade financeira e acabam por manter o sustento de seus lares, considerando que uma vez fora da escola, possuem grandes dificuldades para retomarem os estudos, a entrada no mercado de trabalho formal fica ainda mais difícil.
Além disso, vale ressaltar também a ligação entre as instituições e a evacuação do estudante do ambiente escolar, essa dificuldade de retenção dos alunos em sala de aula, se deve principalmente pela qualidade de ensino, os métodos utilizados, a formação dos professores, a estrutura da escola, além da ausência de uma assistência e apoio adequado as famílias, o que contribui negativamente para o cálculo das taxas de rendimento escolar, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que é de extrema importância para o monitoramento da qualidade da instituição.
Em suma, a adoção de práticas para reduzir e combater a evasão escolar devem ser imediatas e partir principalmente das instituições de ensino, sendo mais presentes na rotina dos alunos, observar a qualidade dos professores, além de buscar auxilio para os alunos em parceria com instituições e órgãos dos municípios como o Cras, conselho tutelar, que oferecem apoios psicológicos, encaminhamentos para a área da saúde, bem como projetos de inclusão social, tendo como objetivo fortalecer a base familiar, para que haja uma redução significativa nessa desigualdade educacional.