Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/11/2019

O aumento contínuo da evasão escolar na sociedade hodierna brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois as maiores vítimas são as crianças e adolescentes, uma vez que ficam susceptíveis à má educação ou ao analfabetismo, dificultando, futuramente, essa parcela da população na inserção ao mercado de trabalho. Nesse sentido, é necessário analisar aspectos que corroboram com a problemática, como o trabalho infantil e a precariedade no ambiente escolar, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro lugar, é imprescindível destacar o trabalho infantil como importante propulsor do problema. Em meio a dificuldades financeiras, os jovens estudantes são submetidos a trabalharem para ajudar suas famílias no sustento domiciliar. Em 1840, João Pedro II, até então príncipe do Brasil, tornou-se responsável pelo governo brasileiro com apenas quatorze anos de idade, dando início ao chamado Segundo Reinado. Analogamente, é observado, atualmente, a realidade de muitas crianças que, precocemente, precisam adquirir responsabilidade e escolher entre o estudo ou o trabalho. Dessa forma, é de suma importância ações que atenuem a problemática.

Ademais, o precário sistema educacional brasileiro também influencia no desenvolvimento da problemática. Isso ocorre porque a falta de escolas com boa estrutura, com profissionais qualificados, disponibilidade de materiais suficientes e segurança desmotiva os alunos, aumentando, assim, o  índice de evasão nas escolas. Um exemplo disso é o episódio ocorrido em Suzano-SP no início de 2019, em que ex-alunos invadiram um colégio e assassinaram oito pessoas. Casos de insegurança como esse é um dos motivos que levam muitos alunos a abandonarem os estudos. Com isso, tornar o ambiente escolar mais adequado diminuiria o problema.

Depreende-se, portanto, a necessidade de ações interventivas que reduzem o empecilho. Para tanto, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, deve realizar palestras e rodas de conversação com pais, professores e profissionais da área, que tratem das consequências do trabalho infantil e conscientize os pais a buscarem outras alternativas de obtenção salarial, como auxílios do Governo, com o intuito de tirar a responsabilidade das crianças e influenciá-las a se dedicarem aos estudos. Cabe, ainda, ao Ministério da Educação disponibilizar maiores verbas às escolas para melhorias nesse âmbito, a fim de que a escola seja mais atrativa para os alunos. Com efeito, atenuar-se-á os impactos nocivos da evasão escolar na sociedade, e assim será encarregado ás crianças apenas a obrigação de possuírem melhor aprendizado.