Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2019

Em 1827, no Brasil, era sancionada a primeira lei que tratava exclusivamente de educação. No texto, afirma-se que em todas as cidades, vilas ou locais populosos haveriam de ter escolas para o ensino básico. Mesmo após mudanças positivas desde o século XIX, o número de estudantes que abandonam a escola antes completarem os estudos têm crescido de forma preocupante, demonstrando a necessidade de focar esforços para a resolução dessa temática.

A importância da conclusão do ensino médio não está relacionada somente com a obtenção de um certificado. Segundo estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada ano de ensino concluído pode aumentar em até 15% o salário de uma pessoa. Evidenciando, nesse caso, a maior credibilidade dada a alunos com formação completa.

Complementando, um dos principais motivos alegados pelos desistentes é a necessidade de auxiliar financeiramente o lar. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a evasão de alunos chega a 11% do total de brasileiros no ensino médio, deixando explicita a gravidade dessa questão.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse. A realização de informe publicitário pelo Ministério da Educação, para informar a real notabilidade que deve-se dar para a conclusão dos estudos, a partir de pontos positivos que essa ação acarretará no futuro deste jovem. Além disso, a destinação de verbas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Estudantil (FNDE), para auxiliar a família de estudantes com necessidades financeiras, a fim de incentivar a permanência do aluno na escola, pois, como afirmou o economista britânico Sir Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”.