Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

Promulgada pela ONU (Organização das Nações da Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar. De maneira análoga, na obra” Utopia”, o autor Thomas More se destacou no campo literário mundial ao narrar uma sociedade coesa e equitativa. Conquanto, no Brasil, percebe-se ao contrário, um exemplo disso é o aumento da evasão escolar, que tem como alicerce não somente a falta de incentivo familiar, mas também, às precárias condições de ensino. Sob esse aspecto, convém as principais causas do problema em questão.

Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado está refletido claramente na ausência das crianças e adolescente no ambiente educacional. Imensa é crise de nossas instituições. Mas, nem por isso devemos desanimar da perspectiva de solução. Nesse contexto, conforme George Bernard, jornalista e dramaturgo irlandês, é impossível progredir sem mudanças, ou seja, o Brasil precisa somar resultados positivos nas condições de ensino.        Faz-se mister, ainda, salientar as dificuldades existentes do incentivo familiar como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Desse modo, desperta a falta de interesse dos jovens pelo caminho da escola. Outrossim, segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa inferir nas relações sociais e coletivas que prejudicam a sociedade. Acerca da lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um futuro melhor. Logo, afirma o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Para isso, cabe ao Estado, em parceira com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, elaborar novas políticas públicas voltadas a permanência dos adolescentes no ambiente escolar, por meio de um ensino mais moderno e dinâmico. Ainda, cabe a mídia o papel de promover campanhas e debates em horários nobres, fomentando a importância do apoio familiar na formação do indivíduo. Somando assim, esforços conjuntos, será possível voltar a Utopia e finalmente o Estado poderá proteger os seus filhos como propôs Hegel.