Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

A Constituição Brasileira de 1988 defende que a educação é dever da família e do Estado e deve ser promovida e incentivada, objetivando o aprimoramento do indivíduo para o convívio social e entrada no mercado de trabalho. Porém, ao examinar esse excerto e conectá-lo ao cenário atual do país, torna-se evidente os obstáculos referentes a permanência de jovens e crianças no ambiente estudantil, visto que há problemas que os fazem deixarem a escola antes de completarem o ciclo escolar. Dentre as questões relacionadas ao tema, têm-se: a desintegração nas relações escolares e a maternidade precoce. Desse modo, são precisas medidas que culminem com a evasão escolar no Brasil.

Primeiramente, destaca-se a falta de integração. Nesse viés, a escola se comporta como propagadora de preconceitos, pois não acolhe os alunos igualmente, já que privilegia os que possuem  melhores habilidades e a cultura dos que têm melhores condições financeiras. Nesse contexto, se insere o termo “violência simbólica”, utilizado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, que define a violência exercida sem coação física e que causa danos psicológicos, na qual há dominação de indivíduos que se encontram, de alguma forma, em desvantagem, em relação aos dominantes.Assim, os que possuem baixa renda e têm dificuldades cognitivas se encontram em um lugar desarticulado, no qual a exclusão promove a divisão dos alunos em “inteligentes e burros” e “pobres e ricos”. Dessarte, os prejudicados ao não se sentirem inclusos no meio escolar facilmente optam pela desistência dos estudos.

Ademais, lembra-se acerca da gravidez na adolescência, pela qual meninas abandonam a escola, pois se tornam mães imaturamente. De acordo com a Fundação Ambriq - defensora dos direitos das crianças e adolescentes- a gravidez precoce é uma das principais causas da evasão escolar. Isso ocorre, sobretudo, pela falta de diálogo no meio familiar no que diz respeito a temáticas relacionadas à sexualidade, o que faz com que garotas não se protejam e, assim, ocorra uma gravidez indesejada. Nesse sentido, a família ao não ser fonte de instrução para as menores contribui para a insegurança de seus estudos e, consequentemente, a evasão escolar.

Logo,, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve o abandono estudantil no Brasil. O Ministério da Educação - cuidador da Política Nacional da Educação (PNE)- deve promover ações que visem a harmonia nas escolas. Para isso, é importante que os professores sejam capacitados, por meio de cursos e palestras oferecidos pelo referido órgão, a como lidarem com as diferenças no núcleo escolar, como o objetivo de promoverem equidade entre os alunos nesse local. Além disso, é fundamental que a família cuide das menores e as ajudem a terem hábitos de prevenção para que elas não comprometam os seus estudos com uma gestação precoce.