Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
O filósofo Platão em “O Mito da Caverna” retrata filosoficamente a ignorância com indivíduos que se contentam em viver na escuridão da caverna. Tal alegoria pode ser comparada com a realidade brasileira, na qual há um alto índice de evasão escolar, que configura uma população satisfeita com a escuridão intelectual. Nesse contexto estão inserido jovens que precisam gerar renda e também meninas precocemente grávidas e sem apoio familiar.
Em primeira instância, é importante mencionar jovens que abandonam sua escolaridade em prol de seu sustento. Consoante o filósofo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse viés, ao evadir a escola para gerar renda durante sua juventude, é improvável sua evolução intelectual, ratificando o pensando de Kant. Dessa forma, ao negligenciar sua educação, o jovem é condenado a uma imobilidade social, uma vez que o mercado de trabalho exige boa instrução dos indivíduos.
Em segundo lugar, é imprescindível mencionar, ainda, a elevada taxa de fecundidade em meninas entre 14 e 17 anos. Nesse âmbito, essas adolescentes são levadas à evadir a escola por falta de apoio familiar no cuidado com o bebê e contribuem para a alta no índice de abandono escolar. Dessa forma, a tendência é uma difícil mobilidade social e até mesmo a entrada no mercado de trabalho legal.
Portanto, haja vista a dificuldade do jovem em sua dupla jornada de trabalho e estudo, o Governo Federal brasileiro deve disponibilizar mais postos de Jovem Aprendiz ao fazer parceria com mais empresas privadas para que o indivíduo possa gerar sua renda e continuar seus estudos. Dessa forma, a sociedade se livrará da escuridão intelectual e terá uma visão nítida da realidade.