Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2019
De acordo com Nelson Mandela, ativista político, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Todavia, essa arma não está sendo usada de maneira correta na realidade brasileira, visto que a evasão escolar representa um dos principais desafios a ser vencido no tecido social. Tal problemática persiste no cenário atual, não só pelo desinteresse dos jovens em estudar, como também pela necessidade de trabalhar antes do tempo.
Mormente, é válido ressaltar o pouco empenho dos adolescentes na escola. Segundo Immanuel Kant, filósofo da era moderna, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Entretanto, os jovens da atualidade não reconhecem a importância da aprendizagem para o futuro e não criam gosto pelos estudos, ato que, futuramente, traz consequências na vida do indivíduo - como empregos mal renumerados e renda extremamente baixa. Destarte, é inaceitável a falta de políticas públicas que incentivem os jovens nos estudos, tendo em vista que a falta de escolaridade das pessoas atrasa o desenvolvimento do país - com elevação da pobreza e do analfabetismo.
Outrossim, a necessidade de entrar no mercado de trabalho precocemente contribui para o agravamento da problemática. Grande parte dos estudantes brasileiros são de renda baixa e, por necessidade, precisam contribuir nas despesas familiares - no qual encontram dificuldades para conciliar a vida estudantil com o trabalho e, por conta disso, largam o ambiente educacional. O ativista político, Martin Luther King, afirmou que a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares. Assim sendo, é inaceitável que os jovens da atualidade abandonem a oportunidade de um futuro melhor devido à necessidade de trabalhar, tendo em vista que tal ato tira a oportunidade do indivíduo ter uma formação profissional e, consequentemente, uma vida melhor.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação, visto que tem grande poder de influência no meio, incentivar os alunos a criar interesse pelo estudo, por meio palestras em escolas, rádios e ambientes públicos, que mostrem a necessidade de estudar para ter um futuro melhor, com o fito de diminuir a evasão escolar e, consequentemente, atenuar a pobreza e o analfabetismo. Ademais, cade ao Poder Público, através de uma emenda constitucional, reformular as leis de obrigatoriedade escolar, com fiscalizações nos ambientes familiares, afim de de garantir que todos os jovens estejam estudando, independente da condição financeira, para que recebam um aprendizado de qualidade. Com isso, espera-se que a educação realmente mude o mundo assim como afirmou Nelson Mandela.