Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2019
A minissérie “Segunda Chamada” retrata a luta de um grupo de professores do ensino noturno para motivar seus alunos, que passam por problemas desde o financeiro até o paternal, a irem à escola e terminar os estudos. Similarmente, as escolas brasileiras hoje têm um dos maiores índices de evasão escolar do mundo, e os motivos que corroboram para isso são diversos: desinteresse pelos estudos, dificuldade financeira, transporte e gravidez precoce.
Em primeiro plano, o desinteresse pela escola é um dos principais fatores para o aumento da evasão escolar, principalmente no Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Isso se deve a permanência de um modelo de educação arcaico, que foi instalado ainda no século XIX. Como disse o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, “a educação visa melhorar a natureza do homem, o que nem sempre é aceite pelo interessado”, a criança e o jovem, quando submetidos a uma massa de conteúdos que não os fazem sentido, se sentem impotentes e desmotivados a continuar seus estudos.
Ademais, ao propósito do pensamento do filósofo Immanuel Kant de que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, dados da FGV dizem que, a cada ano de escolaridade concluído, a renda do indivíduo aumenta em 15%. Nesse contexto, verifica-se que a falta de estudo prejudica o ingresso no mercado de trabalho formal, contribuindo para o aumento de trabalho informal e, consequentemente, para um aumento de famílias com baixa renda.
Por certo, segundos dados divulgados pelo IBGE, o baixo nível educacional dos pais também prejudica a permanência de seus filhos na escola. Portanto, fica evidente a necessidade de que o Estado, através do Ministério da Educação, promova uma reforma na atual metodologia de ensino e proposta pedagógica, começando pelo ensino básico, a partir da análise dos principais motivos da evasão escolar no Brasil, a fim de que se crie uma imagem acolhedora da escola, motivando a permanência dos jovens na mesma, apesar das dificuldades encontrada pelos mesmos, para que, assim, a educação do país encontre progresso.