Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/10/2019

De acordo com a Constituição Federativa Brasileira, promulgada em 1988, é previsto o direito à saúde, habitação, segurança e educação. No contexto atual, entretanto, tal cenário idealizado não se estende à questão educacional no Brasil, visto que a evasão escolar é consequência da realidade de negligência e menosprezo a essa esfera. Nesse sentido, convém analisar como o poder público e a sociedade afeta negativamente essa problemática.

Em primeiro lugar, a inoperância estatal atrelado à ausência de verba apresentam-se como relevante no sucateamento do ensino público. Isso acontece, pois, em março deste ano, houve corte de 4,9 bilhões de reais dos recursos destinados á educação, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). Dessa maneira, é inadmissível a perpetuação desse cenário em detrimento da má formação dos indivíduos que aprofunda, de modo direto, as desigualdades sociais.

Por conseguinte, a ausência de incentivos alinhado à necessidade de conciliar trabalho e estudo, representa um artifício importante para a necessidade de abandono. Isso é afirmado, uma vez que, conforme o Inep, a média de egressos das faculdades públicas é de 21%. Desse modo, o tecido social é privado de uma formação educacional especializada, de forma que os direitos assegurados na Constituição são observados somente na teoria.

Fica evidente, portanto, que a evasão escolar compõe um cenário presente na realidade brasileira. À vista disso, faz-se necessário que o MEC aumente o investimento nessa esfera, por meio de parcerias com empresas privadas, com existência de uma gestão compartilhada dos recursos, a fim de melhorar a qualidade do ensino gratuito no país. Além disso, os centros educacionais devem oferecer aos estudantes maior número de bolsas, com o objetivo de incentivar a permanência dos alunos na vida acadêmica. Espera-se, com isso, haver pleno exercício da Constituição Brasileira.