Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/10/2019

A educação equitativa é um dos 17 objetivos de desenvolvimento Sustentáveis propostos pela Organização das Nações Unidas para serem alcançados até 2030. no Brasil, essa meta pode não ser atingida haja vista, entre outros fatores, a sua alta taxa de evasão escolar.Nesse sentido esse fato pode ser atribuído, sobretudo, ao seu legado histórico e a má gestão dos recursos públicos.

Em primeira análise, de acordo com o pensamento Historiador grego Heródoto, é fundamental refletir o passado para que o presente seja compreendido. sob essa Ótica, cabe salientar que, durante séculos, o país foi regido por formas de governo as quais não se preocuparam em assegurar de forma homogênea o acesso aos direitos fundamentais, principalmente à Educação. prova disso, o país aguardou até a proclamação da república, em 1889, para que a organização de um sistema de instrução pública e gratuita fossem implementados. Logo, após mais de um século, a escolarização todavia não foi universalizada uma vez que mais de 2 milhões de jovens deixaram a escola segundo Censo escolar de 2018, o que prova que a sociedade atual herdou em sua estrutura a omissão histórica da garantia da formação educacional de forma homogênea em sua população.

Outrossim, Outro fator que deve ser considerado é o mau uso dos investimentos pelos agentes públicos. Nesse viés, embora muito seja afirmado que o investimentos em educação são insuficientes, vale ressaltar que tal afirmativa não procede, pois conforme pode ser observado nos dados do Tesouro Nacional, aproximadamente 6% do PIB é utilizado para esse fim, percentual que supera grande partes dos países, Inclusive os Estados Unidos. Não obstante, conforme destacado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (INPER), a escolaridade brasileira é inferior a países como Chile e Peru. Diante disso, torna-se evidente que maior parte dessa verba não é aplicada de forma concreta,  seja pela gestão não planejada dos recursos, ou pelo deus desvio, considerado a sua conjuntura, a qual pode ser classificada como umas das  mais corruptas do mundo. Assim, falta-se infraestrutura e programas que mantenham integralmente os jovens no núcleo escolar até a sua formação.

Desse modo, para tornar executável a proposta da ONU destinada em ampliar o acesso a escolaridade, o Governo Federal deve criar um plano nacional da gestão de recursos, por meio da planificação pormenorizada de cada verba aplicada, especialmente na educação. Logo, essa ação, a longo prazo, tornará possível o acesso com mais equidade a um processo de escolarização mais eficiente, com a melhoria em infraestrutura e do ensino, o qual deve ser voltado em incentivar a permanência na sala de aula e garantir o rompimento das consequências históricas que por tanto tempo impediram a formação educacional efetiva e universal no Brasil.