Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2019
As escolas são fatores de extrema importância para a nossa sociedade, visto que propiciam formação educacional e conhecimento aos indivíduos. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Entretanto, é possível notar uma grande deficiência na permanência dos estudantes nas escolas atualmente, devido à insuficiência de políticas educacionais e à falta de acompanhamento familiar no Brasil. Faz-se necessário, portanto, discutir sobre as possíveis soluções a respeito da evasão escolar no país.
Inicialmente, vale ressaltar que os principais motivos que levam os estudantes a abandonarem a escola são o alto índice de violência na comunidade, a gravidez na adolescência e os fatores socioeconômicos. De acordo com dados do IBGE, o grupo em maior risco de abandonar os estudos é o de jovens de baixa renda, que frequentemente trocam a escola pelo trabalho. Nesse sentido, pode-se observar que, mesmo sendo um direito assegurado pela Constituição, a realidade da educação brasileira ainda está muito distante do que é garantido pela lei. Dessa forma, o Estado deve tomar medidas cabíveis para que todos possam continuar tendo acesso à escola, independente de sua condição.
O acompanhamento familiar é outra questão que pode ser levada em consideração quando se trata da evasão escolar no Brasil, pois tão importante quanto o papel dos professores na educação, é o papel dos pais na vida dos filhos. Conforme dito pelo filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nessa perspectiva, admite-se que, com o apoio e incentivo da família, os alunos terão mais influência para concluírem seus estudos de forma que, seguindo os princípios de Kant, torne-se pessoas com maiores oportunidades na vida devido aos privilégios que educação pode lhes proporcionar. Faz-se imprescindível, destarte, que o vínculo entre família e escola seja estabelecido de forma concreta, possibilitando assim um maior estímulo na vida escolar dos alunos.
Portanto, para amenizar essa problemática, urge que o Ministério da Educação crie políticas educacionais voltadas para estudantes de baixa renda, nas quais os fatores socioeconômicos sejam colocados em evidência e solucionados, no intuito de promover a formação educacional de forma igual para todos. Paralelamente a isso, as famílias e escolas devem, a fim de estabelecer uma relação mais forte, realizar encontros semanais para discutir mais especificamente os problemas na vida escolar dos alunos, de forma que, com o auxílio de coordenadores e pais, a educação seja um fator prioritário no cotidiano dos jovens. Assim sendo, a evasão escolar terá uma grande diminuição no Brasil e o acesso à educação não será mais uma realidade distante em nosso país.