Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/10/2019

A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema judiciário brasileiro - assegura a todo o cidadão o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o atual cenário brasileiro de evidente evasão escolar age como agente limitante, já que impede que certa parcela da população não usufrua desse direito na prática.

Em primeiro plano, vale ressaltar que dentre os fatores que leva a evasão escolar está a baixa renda, que faz com que muitos jovens tenham que sustentar a família, por isso. De acordo com o Estudo aprendizagem em foco, aqueles que concluem o Ensino Médio tem renda familiar de 885 reais por pessoas e os jovens que concluem somente até o Ensino fundamental cai a renda para 435 reais. Além disso, há falta de interesse dos próprios alunos e até mesmo dos pais. Segundo uma pesquisa feita pelo projeto Todos pela educação, a falta de interesse dos estudantes e dos pais é responsável por 40% da evasão escolar.

Por conseguinte, muitos adolescentes não terminam os estudos. Segundo dados do IBGE, 1,3 milhão de jovens deixaram a escola antes de terminar os estudos. Esses indivíduos não conseguem se inserir no mercado de trabalho quando adultos. A esse respeito, o filósofo e pensador chinês Confúcio diz: “se queres ver o futuro, estuda o passado.” Diante disso, é notória a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, pois quanto mais conteúdo em um currículo de uma pessoa, mais fácil de ser empregado, logo, um cidadão que não terminou o Ensino médio ou, nem mesmo, o fundamental encontrará uma dificuldade maior para conseguir um emprego.

Portanto, medidas são necessárias para que todo o indivíduo exerça o direto à educação e bem-estar assegurado pela Constituição de 1988. Sendo assim, Ministério da Educação, em parceria com governos estadual e municipal, deve reformar a estrutura das escolas, através da renovação do acervo das bibliotecas e promoção de aulas lúdicas, com oficinas e debates, a fim de engajar os alunos.