Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2019
A Constituição de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico, garante à todos o direito ao acesso a educação e o bem-estar social. Entretanto, o atual cenário de evidente evasão escolar, enfrentado pelo país, age como fator limitante já que impede que certa parcela da população brasileira usufrua desse direito na prática.
Em primeiro plano, fica evidente que um dos fatores que explicam o grande número de estudantes fora da sala de aula é a falta de investimentos do Estado. Com um sistema de transporte escolar escasso e precário, fica cada vez mais difícil o acesso às instituições, principalmente para estudantes que moram nas zonas rurais. Somado a isso, é notável o problema no gerenciamento dos recursos fornecidos, como por exemplo, o lanche que em muitos municípios chega a faltar. Sob o viés, da falta de apoio governamental, faz-se presente a entrada prematura de jovens no mercado de trabalho, havendo a possibilidade de exploração infantil.
Além disso, outro fator que ainda impera nas escolas é a prática do ensino tradicional com o principal intuito de aprovar alunos em concursos. Apesar de fazer parte do processo educacional, ela não deve limitar-se a isso, já que é necessário construir uma educação mais humanizada, na qual as escolas façam parte da vida do estudante construindo uma ponte com as famílias. Dessa forma, de acordo com a perspectiva funcionalista de Durkheim a escola e a família são bases para formação cidadã, caso uma dessas esteja fragilizada, a concretização da cidadania é falha.
Destarte, medidas devem ser tomadas para que o direito a educação seja assegurado a todos. Para isso é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione o capital em suportes para locomoção e infraestrutura das escolas. Além disso, cabe aos diretores das escolas e ao Ministério da Educação promover um ensino mais dinâmico e moderno, que facilite o contato com as famílias e traga mais profissionais como psicólogos que ajudem nessa interação com os jovens. Só assim a escola passará ser um lugar de mais interesse para o aluno.