Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/10/2019

De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é um mecanismo que pode transformar a sociedade. Entretanto, o índice de evasão escolar impossibilita essa transformação, visto que crianças e adolescentes não concluem o ensino devido a pobreza que afeta muitos brasileiros. Por isso, certamente, a necessidade de trabalhar e a falta de materiais básicos são fatores que compensam analisar a fim de combater essas condições que prejudicam a nação.

Em primeiro lugar, muitos indivíduos menores de 18 anos preferem ingressar no mercado de trabalho precocemente a fim de ajudar financeiramente sua família. Em dados fornecidos pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), 2.7 milhões de pessoas de faixa etária entre 5 a 17 anos estão inseridas no contexto laboral. Nisso, os estudos seriam vistos como um obstáculo para conseguir capital e sustento, pois necessitam de rotinas com dedicação e tempo exclusivos, fazendo o jovem priorizar o trabalho e desconsiderar o estudo como um caminho possível.

Ademais, a escassez de elementos básicos é um impedimento para continuar com a formação escolar. Em uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7.4% da população encontra-se em situação de pobreza. Com isso, muitos lares não possuem energia elétrica, Internet e alimentos em abundância, e, consequentemente não possuem condições de financiar materiais escolares e transporte, tornando a ida a escola impossível de alcançar.

Portanto, levando em consideração os fatos mencionados, é imprescindível que o Estado tome providências que amenizem o quadro atual. Para reduzir os índices de evasão escolar, é preciso que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) invista, por meio de verbas governamentais em escolas que ofereçam cursos profissionalizantes e que financiem os equipamentos de fins pedagógicos. Os centros de capacitação incluirão ao ensino médio a formação técnica em áreas de fácil atuação, e serão uma alternativa para pessoas pobres atingirem o mercado de trabalho e finalizar a escola. Desse modo, poderá transformar a sociedade, como propôs Paulo Freire.