Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2019
Na série brasileira “Segunda Chamada”, é exposta a realidade de escolas de reinserção de adultos ao estudo, que buscam concluir o ensino média que antes fora impossibilitado. Essa história, apesar de ficcional, é a realidade de muitos brasileiros, que não conseguem - ou não se interessam - concluir os estudos, devido a situação vivida. Desse modo, torna-se perceptível a problemática da evasão escolar no Brasil, reflexo da sociedade na qual o homem está inserido, em consonância da fragilidade financeira familiar.
Diante desse panorama, em primeira análise, cabe ressaltar a importância do contexto no qual os jovens estão inseridos como fator causal ao abandono. Ao adotar-se o Fato Social, do sociólogo Emilè Durkheim, que afirma a existência de normas na sociedade atuando de forma coercitiva, percebe-se a relevância da micro-sociedade na qual o jovem está inserido para a construção da sua forma de pensar. Dessa forma, partindo do pressuposto que a evasão é mais comum em ambientes socialmente segregados, percebe-se que a banalização do conhecimento, resultado da série de influências internas, é determinante para o desinteresse à conclusão do estudo. Portanto, é indubitável que a região que o aluno vive contribui para uma possível evasão escolar.
Ademais, é notável que a necessidade de complementação de renda tem influência na questão analisada. No século XVIII, período da Revolução Industrial, muitos jovens foram forçados a trabalhar em condições subumanas para ajudar financeiramente a família. De maneira análoga, crianças e adolescentes vivem situações semelhantes hodiernamente, já que na fragilidade econômica dos locais referidos, toda renda extra é determinante. Assim, o aluno abandona a escola para se dedicar integralmente ao trabalho, agravando a problemática. Desse modo, é mister que a necessidade do trabalho infantil os afasta da educação.
Destarte, devido ao supracitado, torna-se clara a necessidade de medidas para diminuição da evasão escolar. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com organizações não governamentais de ampla atuação em zonas carentes, por meio de projetos sociais, oferecer diversidade de atividades em escolas, com realização de esportes e cursos, além de palestras, buscando atrair a atenção do jovem para a importância do estudo. Assim, visando profissionalizar o jovem, oferecer trabalhos formais, para possibilitar a vivência confortável aliada ao saber. Então, será possível tornar o Brasil um lugar melhor para todos, e séries como “Segunda Chamada” serão apenas ficção.