Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2019
A Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à educação. No entanto, esse direito é violado no Brasil. Pode-se perceber a negligência do estado nas estatísticas do INEP, que apontam cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola. Destarte, caso a problemática não seja resolvida, os números de evasão escolar tendem a aumentar ano após ano.
Segundo Thomas Hobbes, o estado tem o dever de promover o bem estar social. Entretanto, isso não acontece de maneira eficaz na sociedade brasileira. Visto que um dos grandes motivos do abandono escolar está na distância das escolas e a falta de mobilidade para chegar à instituição de ensino. Sendo assim, é indubitável a necessidade de maiores investimentos em transportes públicos gratuitos para facilitar o deslocamento até as escolas.
Ademais, convém lembrar a desigualdade social, que obriga muitos jovens a trabalhar desde cedo, e não conseguindo conciliar a escola com o emprego, optam pelo trabalho e deixam os estudos em segundo plano. Contudo, a falta de educação sexual nas escolas também é um fator a ser discutido, pois a ausência de informação aumenta as chances de uma gravidez precoce, que acarreta o abandono escolar. Nesse contexto, fica claro que a evasão escolar, independente do motivo, afeta a vida profissional do indivíduo, devido a falta de qualificação para o mercado de trabalho.
Depreende-se que medidas são necessárias para assegurar o direito à educação previsto em lei. Portanto, cabe ao Ministério da Educação qualificar professores com intuito de facilitar a identificação dos jovens com perfil tendencioso a evasão escolar, pois, assim, será possível contatar a família e um assistente social para buscar uma solução conjunta. Além disso, cabe à mídia realizar campanhas acerca da importância dos estudos para um futuro promissor. Somente assim, as taxas de abandono escolar iram diminuir.