Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/10/2019
Os problemas sociais do Brasil, podem ser identificados pelas políticas públicas que não foram realizadas no passado. Tais fatos, como a Lei Áurea, a qual não prévia a inserção dos escravos libertos na sociedade, por fim, aumentando a desigualdade social no país. E também, a educação da população não era prioridade, tanto é, que apenas na Constituição de 1988, a educação tornou-se direito do cidadão e dever do Estado. Neste contexto, a realidade brasileira ea evasão escolar estão ligadas intrinsecamente.
O Patrono do Brasil, Bonifácio, questionava, como tornar tal população -índios, negros e brancos- heterogênea, em um corpo equitativo e político. Essa questão, ainda persiste na sociedade atual. Com efetio, as famílias desfavorecidas optam por priorizar o trabalho em detrimento aos estudos, devido no sistema capitalista nada ser grátis. Deste modo, para ajudar os pais, os jovens abandonam à escola. Tal escolha, no futuro se torna um problema social, logo, gerando cidadãos sem instrução, que são suscetíveis a exploração trabalhista e, infelizmente, podem partir para a criminalidade.
Por conseguinte, a desigualdade social é complexa de ser resolvida, devido, necessitar de políticas públicas de redistribuição de renda, sendo que as classes abastadas, fazem pressão política para que tais pautas não sejam levadas adiante. Por outro lado, as famílias vulneráveis não incentivam e, muita vezes, não apoiam os estudos dos seus jovens, pois, não veem retorno imediato. Deste modo, tornando a evasão comum, com efeito, 40% da população acima de 25 anos não tem nem ensino fundamental, segundo pesquisa de 2019 do IBGE.
Portanto, a realidade brasileira da desigualdade, torna a evasão escolar comum nas famílias desfavorecidas. Deste modo, o Ministério da Econômia, deve elaborar mecânismos de redistribuição de renda, por meio da taxação de grandes rendimentos físicos e jurídicos, visando criar um fundo de amparo ao estudante vunerável. Por outro lado, o Conselho Tutelar das cidades, devem informar os pais da importãncia do estudo para os jovens, e também letrá-los. Assim, construindo uma sociedade equitativa e política.