Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2019
A Constituição Federal brasileira, de 1988, assegura a todos os cidadãos o direito à educação e ao bem-estar. Todavia, esses benefícios possuem falhas, uma vez que os altos índices de evasão escolar representam um grave problema a ser enfrentado pela população brasileira. Sob esse aspecto, a negligência governamental, bem como uma educação desestimulante são os principais responsáveis pelo quadro.
Mormente, o descaso do governo contribui para que tantos alunos abandonem a escola. Essa premissa configura-se na quebra do “contrato-social”, idealizado pelo filósofo John Locke, uma vez que o Estado não está cumprindo seu dever de garantir a educação ao corpo social. Dessa forma, a falta de políticas públicas que visem manter os estudantes dentro do âmbito escolar é a principal causa da problemática, posto que por lei é papel do Estado assegurar o direito à educação.
Além disso, os modelos anacrônicos exercidos pelo sistema educacional desincentivam os discentes. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que recebe. Nessa perspectiva, paradigmas de ensino ultrapassados e pouco eficientes acabam por gerar alunos dispersos, dado que essa conduta escolar não se encaixa nos atrativos dos jovens do século XXI. Desse modo, evidencia-se que esses padrões pedagógicos estáticos não se adequam às novas gerações.
Portanto, depreende-se a necessidade de ações que visem conservar as prerrogativas postas na teoria. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover a mudança dos métodos educacionais exercidos pelas instituições escolares por métodos mais dinâmicos, que podem ser debatidos por meio de um congresso nacional da educação, que conte tanto com a participação de docentes, quanto de discentes de todos os municípios do país. Com isso, espera-se que os jovens se sintam mais motivados a permanecerem no cenário escolar e, consequentemente, proporcionar a melhora do sistema educativo do Brasil.