Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2019
Direito de aprender
O filme " Sociedade dos poetas mortos" mostra como a chegada de um professor de literatura em uma escola pode mudar de forma positiva o aprendizado dos alunos. Fora da ficção, observa-se que a precariedade escolar associado ao desinteresse dos jovens à aula corroboram para o aumento dos índices de fuga escolar no Brasil. Essa realidade contribui um desafio a ser resolvido não apenas pelo poder público, mas também pela sociedade.
Desse modo, faz-se pertinente analisar a importância do Estado no âmbito social. Segundo o ex-político Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar um país. Nesse sentido, a falta de ensino eficaz contribui no aumento da inserção precária de adolescentes no mercado de trabalho. Nos últimos anos cresceu o número de estudantes que concluiu o ensino médio, porém, há ainda cerca de 1,3 milhões entre 15 e 17 anos que não terminou de estudar, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Ademais, percebe-se que os métodos antiquados de ensino e a necessidade de contribuir com a renda familiar faz com que os jovens diminua o interesse em ir à escola. Acerca dessa premissa, uma análise feita com base nos dados do Ministério da Educação (MEC) revela que quanto menor for a receita familiar maior a chance de evasão escolar.
Urge, portanto, que o Governo Federal trabalhe em parceria com a sociedade para sanar o quadro atual. Assim, cabe às instituições educacionais através do MEC criar palestras motivacionais, por meio de auxílio do corpo docente e assistência social, com o objetivo de orientar pais e alunos sobre a importância de concluir o estudo. Essa conferência deverá ser feita trimestralmente, observando a conduta de cada aluno a fim de inibir o abandono à escola. A partir dos resultados, será possível garantir motivação e melhor capacidade motora, como aconteceu com os alunos de “Sociedade dos poetas mortos” em sua escola.