Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/10/2019

“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Tais palavras de Nelson Mandela são justificadas pelo poder transformador que a educação exerce na sociedade, uma vez que ela gera cidadãos mais conscientes, cria caminhos para uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, diminui a desigualdade social. No Brasil, entretanto, a evasão escolar é realidade na vida de muitos jovens. Tal abandono é motivado, especialmente, pela vulnerabilidade socioeconômica e pela má qualidade do ensino público brasileiro, que gera desinteresse em muitos alunos. Com efeito, evidencia-se a necessidade de enfrentar o problema.

Primeiramente, é importante destacar o alto número de brasileiros que deixaram a escola. Segundo o IBGE, cerca de 1,3 milhão de adolescentes com idade entre 15 e 17 anos abandonaram os estudos.

Como resultado, muitos desses jovens acabam em subempregos, visto que possuem pouca qualificação e as vagas de trabalho são limitadas para quem não tem o ensino básico completo. Em virtude disso, há a manutenção da desigualdade, pois, por não conseguirem bons empregos, essas pessoas dificilmente avançam na escala de ascensão social.

Contudo, também é essencial evidenciar as motivações para a evasão escolar. A situação econômica desfavorável de muitas famílias brasileiras pode ser considerada uma das principais. Por conta disso, é comum que esses jovens precisem ingressar precocemente no mercado de trabalho. Haja vista a dificuldade de conciliar estudos e trabalho, muitos abandonam a escola.

Ademais, deve-se ressaltar a má qualidade do ensino público brasileiro, caracterizada por métodos ultrapassados e pela pouca identificação dos alunos com o conteúdo. Com isso, muitos jovens perdem o interesse, o que contribui para a evasão.

Conclui-se, portanto, que são necessárias mudanças e estratégias de incentivo para diminuir o abandono escolar. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação e o governo federal devem, em conjunto, reestruturar a educação brasileira para estimular a permanência dos jovens nas escolas. Para tal, é preciso modificar a grade curricular, de modo a torná-la mais atrativa, adotar um material didático melhor e otimizar a qualificação dos professores, por meio de cursos de capacitação, para que eles se adequem melhor às necessidades pedagógicas dos estudantes. Por fim, também é essencial investir no período noturno, visto que costuma ser o horário em que pessoas que trabalham podem frequentar a escola. Com tais implementações, é possível fazer com que a evasão escolar deixe de ser a realidade de muitos jovens no Brasil.