Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/10/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana da evasão escolar. Nesse contexto, não há duvidas de que a fuga dos jovens das escolas é um desafio no país o qual ocorre, infelizmente, devido não só à perca de interesse dos alunos, mas também por dificuldades financeiras. Diante disse torna-se fundamental, a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a desertação escolar deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam a fuga desses alunos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado e responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das escolas, por não conseguirem formar professores engajados que cativem os estudantes. Tal fato pode ser visto no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, no qual os jovens só evoluem e tomam a rédia de suas vidas, a partir de um professor carismático e empenhado com os seus alunos.
Ademais, é imperativo ressaltar as adversidades relativo a finanças como promotor do problema. De acordo com dados do IBGE, existem 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que desistiram da escola. Partindo desse pressuposto, nota-se que a maioria desses adolescentes desistem da educação por entrarem sub-empregos precários, por conseguinte ajudarem financeiramente suas famílias. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o fuga escolar por questões monetária contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a escapada do colégio, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na formação de professores motivados com melhores salários e que desenvolvam o senso crítico de seus alunos.Também, a realização de cursos profissionalizantes, através de profissionais técnicos, assim esses jovens poderão ter uma formação além da acadêmica, para que assim ajude suas famílias sem saírem da escola. Assim, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.