Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/10/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal determina que a educação é direito de todos, dever do Estado e da família, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. No entanto, a realidade é totalmente diferente, uma vez que a evasão escolar tem tido um aumento significativo, em decorrência dos colégios poucos atrativos e soma-se o afastamento de muitos devido a aspectos sociais.

Em primeira análise, as escolas públicas apresentam infraestrutura precárias e com tais condições os alunos deixam de frequentar a escola. Segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2009, mostrou que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos estavam fora da escola por falta de interesses no ambiente escolar. Dessa maneira, diante do século XXI, caracterizado por constantes revoluções tecnológicas, mudanças de hábitos e acesso ilimitado à informação, faz-se necessário renovar o ensino para que os alunos atribuam interesses em irem as instituições de ensino.

Em segundo ponto, de acordo com estudos do Ministério da Educação (MEC), Alagoas é o estado do país que possui maior índice de evasão escolar. Sendo que apenas 40% da população acima de 18 anos tem Ensino Fundamental completo. Tal informação, pode ser justificada com a necessidade dos jovens de ingressar no mercado de trabalho precocemente para ajudar na renda da família, que de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é de aproximadamente 440 reais. Dentro dessa perspectiva, a baixa renda presente no estado contribui para o abandono escolar dos jovens em busca de emprego para contribuir na renda familiar.

Portanto, a evasão escolar está presente na realidade brasileira e para diminuir essas taxas, é necessário que o Governo Federal disponibilize verbas para as escolas que possuem alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, com intenção de melhorar a infraestrutura das instituições de ensino, com novos computadores, que permitirão aulas de informática, além de instalação de projetores dentro de sala que auxiliam na dinamização das aulas. A fim de que os alunos se engajem no meio tecnológico, para que eles demonstrem interesses nas aulas e não abandonem a escola. Ademais, para reduzir os índices de evasão escolar dos jovens que trabalham, é necessário que instituições como  o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), disponibilizem mais vagas de Ensino Técnico para os adolescentes, a fim de que eles estudem e ainda recebam um meio salário, com intuito de que no futuro eles terão uma qualificação profissional e um meio-salário para ajudar na família. Assim, as taxas de evasão escolar no Brasil irão diminuir.