Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos o direito à educação básica. Entretanto, o aumento da evasão escolar, consequência, principalmente, do método de ensino e das dificuldades financeiras, impede que parcela da população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, urge analisar a metodologia aplicada nas escolas. Nesse viés, observa-se que a forma como é conduzido o ensino é de grande relevância para a permanência dos alunos, ou seja, aulas conteúdos e didática cansativa gera desinteresse. De acordo com o escritor Rubem Alves, as escolas podem ser como asas ou gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou condições de exclusão. Sendo assim, torna-se evidente a urgência de proporcionar meios educativos mais envolventes e interessantes aos estudantes.
Outrossim, faz-se mister salientar, também, a questão socioeconômica da família. nesse âmbito, sabe-se que muitos alunos deixam de frequentar o ambiente escolar e as aulas devido à situação financeira desfavorável. segundo John Locke, pai do liberalismo político, o Estado e o indivíduo devem agir em união a fim de a sociedade obter sucesso. Diante de tal contexto, a necessidade de trabalhar e auxiliar economicamente em casa corrobora a crescente evasão escolar.
Em suma, dado o exposto, medidas são cruciais para reverter o impasse. Desse modo, as escolas - estabelecimentos de ensino coletivo - devem rever seus métodos e, por meio de aulas dinâmicas e participativas, buscar o interesse dos alunos, a fim de mitigar a evasão por desinteresse. Ademais, cabe ao Estado promover a ampliação de políticas públicas, a partir de incentivos financeiros, com o fito de jovens e crianças terem condições para permanecerem estudando. Dessa forma, garantir-se-ão o direito assegurado pela ONU e, quiçá, o fim da evasão escolar no Brasil.