Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2019

Na obra quarto de despejo da autora Carolina de jesus, retrata sua história e como ela teve que renunciar a sua alfabetização para procurar emprego e sustentar seus filhos. De maneira análoga, parte da população não tem condições de permanecer e concluir a escolaridade. Com isso surge a questão da evasão escolar que permanece intrínseca na realidade brasileira tanto pela negligência do Estado, quanto pelo ambiente hostil.

Mormente, faz-se necessário atentar ao descaso do Estado perante a problemática. Segundo o economista britânico Willian Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”. Conquanto, a falta de investimentos para ajudar os alunos financeiramente desamparados a permanece estudando contrária o pensamento de Lewis, já que, segundo um estudo do Aprendizagem em foco, grande parte dos indivíduos deixam à escola para trabalhar e ajudar na renda familiar. Logo, é inaceitável tal postura estatal.

Outrossim, é o ambiente hostil das instituições de ensino, que desestimula o aluno por meio de provas que o faz se sentir incapaz. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos não finalizaram os estudos, sendo sem conclusão do ensino fundamental, 52% dos casos. Diante do exposto, é possível perceber que há problemas no sistema de ensino, que continua a utilizar aulas de maneira pouco eficiente e sem se atentar para as dificuldades individuais de cada aluno. Desse modo, o indivíduo se vê não capacitado por causa de suas notas baixas e acaba desistindo de concluir a escolaridade.

Portanto, medidas cabíveis são necessárias para a resolução do impasse. Para que os jovens possam concluir a escola, urge que o Poder Executivo juntamente com o MEC, façam melhorias no sistema de ensino por meio da capacitação dos professores, a fim de que eles identifiquem as dificuldades dos alunos individualmente e os auxiliem. Ademais, o Poder Executivo deve colaborar com uma bolsa de auxílio financeiro aos estudantes de baixa renda, evitando assim a evasão. Dessa maneira, evitando que mais pessoas tenham que trocar a escola pelo trabalho, como ocorrido com Carolina de jesus.