Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/09/2019

Sob a ótica contratualista de John Locke, o Estado é gestor dos interesses coletivos e da harmonia social. Entretanto, a máxima socióloga muitas vezes, não é colocada em prática no Brasil, uma vez que a evasão escolar persiste em muitas regiões do País, implicando no desenvolvimento do cidadão. Dessa forma, é necessário analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade nacional.

A princípio, a desistência escolar, muitas vezes, está associada a precária estrutura escolar brasileira. Nesse contexto, a Constituição Brasileira garante educação aos jovens. Entretanto, essa prerrogativa, muitas vezes, não é colocada em prática, visto que o transporte, alimentação e estrutura escolar não é de qualidade, como constatou o Censo Escolar, pelo Ministério da educação. Consequentemente, essas condições inviabilizam a permanência dos jovens no ambiente escolar, gerando a desistência.

Ademais, a evasão escolar entre os jovens prejudica no desenvolvimento econômico e social desses indivíduos. Nesse contexto, segundo Immanuel Kant, o ser humano é o que a educação faz dele. Nesse contexto, observa-se jovens sem escolaridade com a maior taxa de desemprego, como constatou a Fundação Getúlio Vargas. Consequentemente, a evasão escolar não concretiza a cidadania vista pelo funcionalismo de Durkheim.

Em suma, a permanência educacional dos jovens é marcada por fragilidades. Para atenuar essa situação, é necessário que o Poder Público garanta a continuidade acadêmica dos indivíduos por meio de medidas assistências, como o auxílio a alimentação e transporte, a fim de garantir a integridade dos estudantes. Somando-se a isso, é necessário que o Ministério da Educação promova um ensino mais dinâmico por intermédio da criação de eventos que ajudem na interação de pais e alunos mediados por psicólogos a fim de aumentar o vínculo da família e jovens com a escola. Talvez, dessa forma, seja possível diminuir os índices de evasão e garantir a cidadania integral destacada por Durkheim.