Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/09/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando o indivíduo se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a evasão escolar, percebe-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Desse modo, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do Brasil, seja pela negligência governamental, seja pela omissão escolar.
Em primeiro plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da evasão escolar. Nessa conjuntura, segundo o artigo 3, inciso 4, da Constituição Federal de 1988, elucida-se o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, com o fito de garantir o desenvolvimento nacional. Contudo, é evidente que o Estado não efetiva a sua função enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que, muitos estudantes, lamentavelmente, encontram-se com problemas educacionais e psicológicos.
Outrossim, destaca-se a omissão escolar como impulsionador do problema. Nesse diapasão, é importante ressaltar que os adolescentes enfrentam sérias dificuldades relacionadas à escassez de escolas bem estruturadas, devido, basicamente, à falta de planejamentos governamentais e a má administração pública. Nesse contexto, de acordo com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. Entretanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.
Em suma, faz-se necessário certas ações para reverter os casos de evasão escolar. Primeiramente, é dever do Governo Federal, em parceria com o MEC, financiar projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas e debates entre educadores e alunos. Além disso, cabe à escola, na condição de instituição educadora, instruir os jovens a respeito de valores humanos e transforma paradigmas sociais por meio da educação infantil.